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Marketing de conteúdo B2B · · 6 min de leitura

Conteúdo B2B: o que escrever quando quem compra é outra empresa

Mão a escrever notas num caderno em papel, com uma chávena de café ao fundo

Uma empresa de contabilidade tinha um blog com mais de trinta artigos, publicados de forma consistente durante dois anos. Títulos como "cinco dicas para poupar dinheiro" e "a importância da organização financeira". Zero pedidos de contacto vindos do blog nesse período. Ao mesmo tempo, o único artigo que respondia a uma pergunta técnica muito específica, sobre um regime fiscal concreto para um tipo de empresa concreto, trazia contactos com regularidade.

A diferença não estava na qualidade da escrita. Estava em para quem cada artigo foi pensado.

Quem decide não é quem lê o blog por lazer

Conteúdo pensado para o grande público procura ser interessante para o maior número possível de pessoas. Conteúdo B2B tem de fazer o oposto: procura ser indispensável para um número pequeno de pessoas muito específicas, que têm um problema concreto e estão a decidir com quem o resolver.

Quem decide numa empresa não está a navegar por curiosidade. Chega a uma pesquisa com uma pergunta específica, muitas vezes técnica, muitas vezes ligada a um problema que já tem prazo. Um artigo genérico não responde a essa pergunta, por muito bem escrito que esteja.

O que um decisor B2B realmente procura

  • Prova de especialização: que quem escreve percebe do assunto ao nível de detalhe do próprio setor, não ao nível de introdução genérica.
  • Exemplos concretos de empresas parecidas com a dele, não casos de estudo vagos ou de setores completamente diferentes.
  • Clareza sobre o processo: como é trabalhar com esta empresa, que prazos são realistas, o que é preciso da parte dele.

Nenhuma destas três coisas é sobre venda direta. São sobre reduzir a incerteza de quem está a avaliar um fornecedor que ainda não conhece, num processo de decisão que em B2B costuma ser mais longo e mais racional do que uma compra pessoal. É a mesma incerteza que descrevemos em Site bonito, zero contactos, manifestada no texto em vez de na estrutura do site.

Formatos que costumam funcionar melhor

  • Páginas dedicadas a um setor específico, que falam a linguagem e os problemas desse setor em vez de linguagem genérica de marketing.
  • Comparações honestas entre abordagens, ou entre a forma antiga e a forma nova de resolver o mesmo problema.
  • Explicações do próprio processo de trabalho, passo a passo, que tiram o mistério de contratar algo que a pessoa nunca contratou antes.
  • Respostas diretas às objeções mais comuns, em vez de as evitar.

Este último formato costuma ser o mais subestimado. Uma empresa que responde de forma clara e direta a "quanto custa" ou "quanto tempo demora", mesmo sem dar um número fechado, transmite mais confiança do que uma que evita o assunto até à primeira chamada.

Se o conteúdo do seu site está a atrair visitas mas não pedidos de contacto, o problema raramente é a quantidade: é se está, ou não, a falar com a pessoa certa, sobre o problema certo. O diagnóstico gratuito da ONTOP Digital começa por perceber quem é essa pessoa antes de sugerir o que escrever.

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